Livro: A Clash of Kings (Fúria dos Reis)

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As crônicas de Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire) apesar de só recentemente ter se tornado fenômeno aqui no Brasil, é uma obra antiga, a publicação do primeiro livro da saga ocorreu a mais de 15 anos. Ao ser apresentada a essa série de livros no início deste ano, minha conhecida lentidão para ler desapareceu quase que instantaneamente quando embarquei nas aventuras de Game of Thrones. A história foi tão envolvente para mim que passei dias lendo sem parar, não me contentando até ver o fim. Devido a esse impacto super positivo que tive, resolvi escrever um Post sobre as minhas impressões e expectativas, relacionadas ao segundo livro da Saga.

A literatura fantástica de George R.R Martin é completamente desenvolvida, não estamos lidando com uma leitura das mais tranquilas, devido ao alto nível de detalhes que são fornecidos. A complexidade só tende a aumentar quando são frequentemente inseridos na história novos personagens e ainda, as histórias desses personagens que muitas vezes não têm verdadeira importância para trama. O autor parece ter propensão a dar nome e sobrenome a qualquer pessoa por mais insignificante que seja sua participação na obra. São muitos personagens, enxurradas de nomes que inevitavelmente são deletados da nossa memória da mesma forma com que foram inseridos, mas nada que prejudique nosso entendimento e envolvimento com o livro.

Martin também não poupa detalhes. Isso ocorre em praticamente todos os sentidos. Temos a descrição minuciosa de uma cena se desenrolando, descrição do cenário palco para essa cena, e não se assuste se essa tal cena em questão for algo de cunho sexual. Eu particularmente me incomodo muito quando que por falta de conteúdo, o livro torna-se apelativo, encobrindo a qualidade ruim da história em questão com cenas sexuais, fato que não pode ser atribuído a Game of Thrones e aos outros livros da saga.

Ainda assim, essa característica desagrada alguns leitores mais conservadores. Rebatendo as críticas Martin Afirmou recentemente para a Revista Rolling Stone que as cenas de sexo dos seus livros chocam mais do que aquelas recheadas de violência: “Você pode escrever a descrição mais detalhada e mais vívida de um machado penetrando um crânio e ninguém diz absolutamente nada para reclamar disso”, diz Martin. Em todo caso trata- se de uma literatura adulta, e é bom o futuro leitor estar preparado para encontrar cenas mais fortes com relação a isso.

O livro foca-se principalmente em intrigas, logo percebemos no desenrolar da história que nenhum personagem é inteiramente ou nada bondoso. É um relato da luta pelo poder e diria até uma luta pela sobrevivência em um mundo repleto de traidores. Reviravoltas acontecem a todo o momento, Martin não tem medo de ‘matar’ personagens populares, então não há protegidos, seu personagem favorito pode acabar morrendo na página seguinte o que causa uma apreensão e expectativa muito interessante. Mas estando já (ou ainda) no segundo livro da saga de gelo e fogo, acredito que reviravoltas em excesso acabem se tornando um ponto fraco para o livro, pois tais incertezas leva o leitor a crer que os personagens são de certa forma descartáveis, já que porventura eles poderão acabar morrendo a qualquer instante, como tantos outros.

Atualmente estou lendo “A clash of kings” (Fúria dos Reis) o segundo da saga, quando comecei a ler esse livro estava ainda embalada pelas emoções finais de Game of Thores que deixou sem dúvida um gostinho de quero mais, porém, logo percebi uma quebra no ritmo desse segundo livro. O que vemos são velhas e novas intrigas se desenvolvendo assim como a pouca participação de alguns personagens que eu considerava até então, como os principais.

Tyrion Lannister, o Duende. Um dos grandes destaques de Fúria dos Reis

Há um novo direcionamento da Trama que passa retratar mais os Lannister do que os Stark, diferente do que ocorreu no livro anterior. A história se expande para os quatros cantos do mundo criado por Martin e algumas dessas histórias pra mim perderam um pouco do significado como se estivesse ocorrendo em um universo paralelo.

Fica claro que os diálogos são o foco do autor, descrições de batalhas que tanto aguardamos para “A Clash of kings”, já que houve uma germinação descontrolada de autoproclamados reis por toda parte, ficam em segundo plano, por vezes só são mencionados uma ou outra batalha aleatória, parecendo que o autor tenta evitar ao máximo esse tipo de descrição.

Até agora estou achando esse segundo livro um pouco enjoativo, com capítulos intermináveis e até mesmo desnecessários destacando alguns da Catelyn e Daenerys que me desanimam a ponto de me fazer parar de ler por dias . Claro que pretendo continuar acompanhando a saga, é quase impossível ignorar a atração que ela exerce sobre seus leitores, mas não deixo de estar decepcionada. Espero que no final de Clash of kings possa encontrar um pouco mais de emoção e que as reviravoltas que inevitavelmente acontecerão possam me agradar mais do que tenho visto até agora.

12 de agosto de 2012

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5 Comments

  1. Responder

    Aleff,Padwan do Re

    16 de agosto de 2012

    Acredite Daiane reviravoltas sinistras nesse livro embora ele seja o mais fraquinho da saga termino essa semana o quinto livro e estou aguradando ansiosamente a publicação do sexto,Martin parte meu coração com seu instinto carniceiro mas não consigo parar de ler…

    • Responder

      *Dai*

      17 de agosto de 2012

      Fico feliz em saber que Clash of Kings é o mais fraco da saga, é sinal de que coisas boas virão, isso me anima a continuar, não que eu estivesse cogitando parar definitivamente de ler. Agora é torcer para que meus personagens favoritos sobrevivam até o final e que o Martin comece a escrever seus livros só um pouquinho mais rápido!!

  2. Responder

    Aleff,Padwan do Re

    17 de agosto de 2012

    Bom quanto a velocidade dos escritos de Martin, o sexto livro vem pro Brasil em Janeiro de 2013 e o lançamento do ultimo e previsto pro meio do de 2014!Agora eu te aconselho a não se apegar demais aos personagens no segundo livro,pq no terceiro morre quem nunca morreu antes!u.u

    • Responder

      *Dai*

      17 de agosto de 2012

      Hum, Aleff eu não consigo acreditar nessas datas que eles estão passando, o próprio Martin disse que escreve super devagar. Ele começou a escrever esses livros em 1991, olha a qto tempo rs! Pelo visto no terceiro ele vai fazer uma renovação total dos personagens! (A Arya tem q sobreviver!! Eu adoro a Arya hauahuhauha) :)

      • Responder

        Aleff,Padwan do Re

        24 de agosto de 2012

        Ate o quarto livro eu desejava,que se caso um duia eu tivesse uma filha ela fosse igual a Arya,depois do quarto livro eu passei a ficar com muito medo que esse desejo se realize 0.0…sobre as datas o sexto livro ja ta pronto,faltam so aquela parafernalha editorial ja o setimo realmente eu duvido da data mas e a que as editoras prometeram.

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