Fui apresentada ao “maravilhoso mundo do kindle” no ano passado, quando o Re me presenteou no meu aniversário, em Novembro.

Eu estava passando por aquelas fases de quase ressaca, todos os livros que eu tentei pegar pra ler nessa época me deixavam ansiosa, não pelas histórias em si, mas pela vontade de querer terminar logo… tá, next… Na verdade estava assim com quase tudo.

Lendo Classicos Kindle Jane Eyre e A Princesinha

Eu confesso que eu achei super legal ganhar um Kindle, mas na real, não estava muito empolgada. Eu sempre achei que não me adaptaria facilmente aos leitores digitais, porém, a minha recepção acabou sendo bem diferente do que eu esperava. Continuo amando livros físicos, mas a facilidade de acesso a novos títulos e a praticidade, fez com que eu me encantasse com o Kindle :)

Resolvemos assinar o Kindle Unlimited, para ter acesso a diversos títulos que podemos pegar emprestado. Percebi que encontramos com certa facilidade alguns clássicos disponíveis para empréstimo e é justamente aí que venho aproveitando bastante.

Então, resolvi compartilhar aqui a minha experiência de leitura versus expectativa, de dois clássicos que li recentemente. Começarei por um livro que estava no meu radar há tempos: Jane Eyre.

Lendo Classicos Kindle Jane Eyre e A Princesinha

Mini Resenha de Jane Eyre (Charlotte Brontë)

Desde que li e amei O Morro dos Ventos Uivantes, fiquei super curiosa para conhecer as outras obras das Irmãs Brontë. Eu comprei Jane Eyre no Kindle pela bagatela de alguns centavos (acho que R$0,90). Mas, não prestei atenção a edição (estava emocionada demais com o preço haha) e acabei adquirindo a versão em Português de Portugal.

De início esse detalhe me distraiu um pouco. Há várias palavras ‘esquisitas’ no idioma e eu ficava reparando e por vezes, buscando o significado mesmo que desse pra entender o contexto claramente. Foi assim que descobri que Chávena é xícara, que fogão é lareira e outras coisas desse tipo, no final, estava já bem familiarizada e até que gostei de entrar em contato com o idioma semelhante ao nosso, porém, diferente em alguns aspectos.

Já fazia alguns meses que estava de olho em Jane Eyre. Quase todas as vezes que fui a uma livraria folheava a edição física, mas desistia por conta do preço. Acabou que no ano passado fiz poucas ou quase nenhuma comprinha de livros na Amazon e com o tempo, sosseguei.

Jane Erye (1847) é um romance de Charlotte Brontë, e é ambientado na sociedade inglesa do século XIX. Nele, acompanhamos a história da personagem que dá nome ao livro: Jane Eyre, uma garota órfã que vive com uma tia (que a despreza). Logo, Jane é enviada para Lowood uma instituição de caridade e é em meio a inúmeras privações que a personagem começa a se desenvolver, até que o destino a leva a mansão de Thornfield e a presença do misterioso Edward Rochester.

A Jane foi uma personagem que demorei a me apegar. Sabe quando é difícil gerar uma conexão entre você e uma personagem? O mesmo aconteceu em relação ao romance, eu não consegui comprar o possível relacionamento entre o casal. Por esses e outros aspectos, eu demorei a me engajar com a leitura, mas aproximadamente da metade para o final, acabou sendo um pouco difícil largar o livro.

Jane Eyre é a meu ver, uma história triste. E achei que o seu desfecho vai contra a ideia de liberdade que a personagem transpira ao longo de todo o livro. Na minha opinião o final passa longe de ser verdadeiramente romântico como já ouvi algumas pessoas comentando. Foi uma experiência OK. Se fizermos um comparativo, O Morro dos Ventos Uivantes ainda corre em disparado na minha preferência.

Lendo Classicos Kindle Jane Eyre e A Princesinha
Imagem do eBook do Conde de Monte Cristo (falarei sobre esse livro em outra oportunidade)

Mini Resenha de: A Princesinha (Frances Hodgson Burnett)

Eu descobri, não faz muito tempo, que o filme A Princesinha que passava com frequência na Sessão da Tarde nos Anos 90 era uma adaptação de um livro clássico.

O filme era um dos meus preferidos naquela época. Histórias em internatos/orfanatos tinham o poder me encantar (acho, na verdade, que ainda me encantam) e foi justamente por essa questão nostálgica que resolvi pegá-lo emprestado no Kindle Unlimited.

Faz muitos anos que vi o filme pela última vez, mas lembro de me conectar e gostar muito da personagem principal, a Sara.

Na minha leitura achei a personagem legal, mas muito linear. A gente pode defini-la como a garota perfeita, que é vista e tratada dessa forma por praticamente todo mundo. Sei lá, acho meio cansativo…

A Sara da autora (Frances Hodgson Burnett) é uma garota de origem indiana. O pai, muito rico, a leva para estudar na Inglaterra numa escola para meninas, na qual, ela tem inicialmente muitas regalias (bancadas pela fortuna do pai).

A história muda quando chega até Sara a notícia do falecimento do pai que antes de morrer, perde todo o dinheiro da família. A partir daí a protagonista fica em maus lençóis, e passa a depender exclusivamente da caridade da diretora da escola, uma mulher de índole bastante questionável.

É comovente ver todas as privações que Sara e Becky (uma garota negra empregada da escola), passam. A questão da fome e do frio é bastante palpável (o mesmo acontece com a Jane Eyre no período em que se encontra em LoWood) e geralmente esse tipo de provação consegue me pegar de jeito.

Ah.. antes que eu me esqueça, a edição de A Princesinha que li, também estava escrito em Português de Portugal. Mais uma vez, descobri algumas palavras diferentonas, como o fato de que Águas-furtadas significar sótão :D

Acho que teria me simpatizado bem mais com a história se o final fosse realmente justo para ambas garotas: Sara e Becky. O desfecho pode até ser cabível para a época de lançamento do livro (1905), mas um detalhe importante me incomodou, e envelheceu consideravelmente mal. (Desculpe não posso revelar mais nada, mas caso você já tenha lido e saiba do que estou falando, pode vir conversar comigo haha).

Foi mais uma experiência apenas OK, mas o importante é que estou matando a minha vontade de conhecer essas histórias clássicas e tão comentadas por aí.

Estou em 20% da leitura do Conde de Monte Cristo (mais um clássico que peguei emprestado), mas posso falar sobre essa experiência em outro momento.

Quais clássicos você recomenda? Um que tenha gostado bastante de preferência :D

28 de fevereiro de 2020

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2 Comments

  1. Responder

    Stephanie Vasques

    10 de março de 2020

    Que incrível! O Kindle mudou minha vida, mas não consegui diminuir muita coisa da minha booklist ainda pq to aqui lendo Harry Potter hahahahahahahaha

    Com amor,
    Steph • Não é Berlim

    • Responder

      Dai Castro

      10 de março de 2020

      hahaha sempre bom voltar a esse universo mágico <3
      O Kindle facilita a nossa vida haha

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