Se você me perguntasse, até pouco tempo atrás, quais seriam as chances de eu ir à bienal do livro de São Paulo este ano, eu responderia que giravam em torno de zero.
Por volta de 2016/17 fui seguidamente em Bienal, BGS e CCXP, então acabei saturando desse tipo de evento. Tive a impressão de ver mais do mesmo, além das longas filas, lotação e preços altos.
Em 2014 pude experienciar a minha primeira Bienal. Nas minhas memórias o evento naquela época era bem mais simples, cinza, sem estandes super elaborados ou temáticos.
Já na bienal de 2016, tinha recém comprado a minha câmera e senti uma certa pressão pra tentar cobrir o evento pro blog, e talvez assim, justificar e fazer valer o investimento.
Corta para 2026… lá estava eu novamente, dessa vez como uma leitora comum no meio da multidão, com o objetivo simples de apenas aproveitar, criar boas memórias e manter as minhas expectativas alinhadas.
Como falei lá no começo do post, não estava nem cogitando ir, mas uma amiga me convidou para acompanhá-la em um dia de semana e achei que poderia ser viável. Infelizmente, por motivos de saúde, esse encontro acabou não rolando, mas consegui ir com uma outra amiga que, coincidentemente, iria estar por lá no mesmo dia que eu.

Os finais de semana superlotados da Bienal são de conhecimento geral, e a deste ano parece ter batido alguns recordes de lotação e congestionamentos nos corredores. Como fui na terça-feira dia 08/09, andar por lá estava bem ok, nada comparado ao que vi nas redes sociais.
Foi tranquilo passear pelo evento e entrar nos estandes que chamavam nossa atenção, mas decidimos evitar aqueles mais cheios ou com fila para entrar como o da Intrínseca, da Rocco, da Cia das letras e alguns mais.
Pessoalmente, a parte que mais me interessa em eventos desse tipo é conferir o trabalho de artistas, ilustradores e quadrinistas. A Alameda dos Artistas estava localizada em um longo corredor que ligava o pavilhão principal a um pavilhão bem menor (e pouco divulgado).

A primeira mesa que me chamou atenção foi a do Hiro kawahara, e só quando estava voltando lá pela segunda vez, para fazer as minhas comprinhas, que me dei conta que na CCXP de 2017 já tinha comprado algumas artes dele no artist alley. Dessa vez, escolhi dois livrinhos infantis: O lançamento A pequena Parzifal e seus amigos imaginários e Suki e a lojinha sem sorte, ambos ilustrados por Hiro Kawahara e com roteiro de Angela Tessicini .
Também passamos no estande do Caixa de quadrinhos. O Emílio e a Mila dos Três elementos estavam lá, além do Carlos Ruas de Um sábado qualquer. A minha escolha foi a HQ Psicopato e o retorno do vinganso das Crônicas de Wesley.
O legal de comprar diretamente com o artista é que você pode pedir autógrafo e conversar com o autor (se você não for muito tímido… eu sempre acabo ficando com um pouco de vergonha).
A única promoção que me chamou a atenção de verdade foi a da coleção de clássicos em inglês Bath Classics, que estava saindo por R$20 cada.

Escolhi Northanger Abbey da Jane Austen e The wind in the willows de Kenneth Grahame. Esse segundo eu não conhecia, mas a história inclui pequenos bichinhos se aventurando, então acho que vou gostar ^^
No final, voltei pra casa satisfeita e com a sensação de que consegui aproveitar bem o evento. Estou feliz de ter conseguido fazer esse post da Bienal, assim não perco a tradição aqui no blog ♡










