Filme: Minority Report- A Nova Lei

Passando- se em 2054, Minority Report nos apresenta uma sociedade que conseguiu o inédito e admirável índice Zero de homicídios em uma cidade dos Estados Unidos. Isso foi possível graças a um complexo e “infalível” sistema baseado nas previsões feitas por seres humanos dotados de um intrigante dom de prever futuros homicídios.

O Sistema intitulado Pré- Crime contavam com 3 pré- Cogs, Agatha Christie, Arthur Conan Doyle e Dashiell Hammetteram, esses seres humanos especiais eram os responsáveis por gerar as previsões, que em seguida teria suas informações transformadas em dados de computador, fornecendo o nome do futuro assassino e de sua vítima. Já o local, assim que descoberto através das imagens geradas em um telão possibilitavam aos policiais se dirigirem a cena do futuro crime a fim de evitá- lo.

O sucesso do Pré- Crime para Washington é tão grande que o governo buscava implantar esse sistema policial em todos os Estados Unidos. É ai que surgem as primeiras investigações para verificar se o Pré- Crime realmente era livre de falhas assim como pregado por seus idealizadores.


Os Pré- Cogs, Agatha Christie, Arthur Conan Doyle e Dashiell Hammetteram

Parte da equipe e um dos policiais mais importantes desse sistema temos John Anderton (Tom Cruise) que faz de seu trabalho uma verdadeira vingança pelo desaparecimento do seu filho, impedindo que situações semelhantes a essa assolem outras pessoas. O policial só passa a duvidar da eficácia do Pré- Crime quando vê-se a si próprio apontado como futuro assassino de uma pessoa que ele desconhecia.

É assim que a ação do filme se intensifica, acompanhamos a fuga desesperada de Anderton, numa sociedade dotada de modernos sistemas de identificação em níveis extremos, bom lembrar que a sociedade futurística criada por Spielberg contava com modernas tecnologias, como carros super velozes, mini robôs dotados de inteligência e para transmitir a sensação de se viver numa sociedade completamente tecnológica percebemos que elementos visuais como a constante cor azulada das cenas foi amplamente utilizada para nos incluir num ambiente metalizado e espelhado.

É através da saga de Anderton e da tentativa de provar sua inocência que são levantadas as questões filosóficas do Pre- Crime. Será que somente a intenção já pode tornar uma pessoa culpada antes mesmo da ação de fato? A vantagem do policial sobre os outros “futuros criminosos” identificados é que Anderton conhece seu futuro, seria então ele capaz de alterar suas escolhas a fim de que a ação prevista não se concretize? Bom, as respostas estão no filme e logicamente não irei revelá- las Rs.


John Anderton (Tom Cruise) e o Sistema Pré- Crime

Apesar de Minority Report nos apresentar criações tecnológicas super- desenvolvidas, conseguimos nos atentar mais a trama da história, aceitando que aquela sociedade realmente possa existir sem que o choque com a nossa realidade e os recursos tecnológicos que possuímos nos façam desenvolver discussões internas que nos impeçam de aceitar o filme e dessa forma, nos envolvermos com a história.

Minority Report tem como base um conto de Philip K. Dick, escritor de ficção científica, que também teve seu trabalho usado como inspiração para filmes como Blade Runner e O Vingador do Futuro. A adaptação de Spielberg é muito boa, a história interessante e envolvente, vale a pena conferir! ;)

14 de outubro de 2012

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