3 Filmes Claustrofóbicos dos Bons

Filmes Claustrofóbicos Colorindo Nuvens

Sempre que assisto a um filme que me agrada, seja na Netflix ou no cinema, fico tentando encaixá-lo em uma determinada categoria para indicar para vocês.

No início do blog eu resenhava quase todos filmes que eu assistia (eram poucos porque a minha internet mal funcionava), mas com o passar do tempo e a facilidade de ver um tantão de conteúdo via streaming, a menos que o blog se tornasse exclusivamente de cinema, ficou inviável fazer posts individuais sobre isso (sem contar que rola uma preguicinha da minha parte também haha).

Filmes Claustrofóbicos Colorindo Nuvens

Acho legal dar uma opinião sucinta sobre o filme e deixar vocês com aquela vontadezinha de assistir. Bem, não sei se vai acontecer isso com essa seleção, afinal, não é todo mundo que gosta de filmes com aquela atmosfera claustrofóbica.

Apesar de ser algo intenso que incomoda, acho que isso agrega a experiência sensorial como espectadora e de certa forma, acaba sendo filmes marcantes para mim.

Rua Cloverfield, 10 (2016)

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Vou começar com o mais recente que assisti Rua Cloverfield, 10. O filme tem certa ligação com Cloverfield lançado em 2008, eu confesso que desconhecia o fato e não liguei o nome a obra, então a minha experiência foi totalmente as cegas, ou seja, não consegui pegar possíveis pistas com ligação ao filme anterior e acredito que justamente por isso, tudo acabou sendo tão surpreendente.

Na história Michelle (Mary Elizabeth) acorda acorrentada em um quarto após sofrer um acidente na estrada. O lugar é na verdade, um abrigo nuclear e o seu captor tenta convencê-la, mostrando inclusive, provas de que trata-se de um ataque alienígena ou nuclear. De qualquer forma ela vê-se presa em um bunker com dois homens desconhecidos e suspeitos, no que possivelmente, pode ser a sua única chance de sobrevivência. A dúvida e a tensão paira sobre a obra de modo bastante intenso. É aquele tipo de filme que nos instiga a traçar suposições sobre o que de fato, está acontecendo e chegar a conclusões que possivelmente estarão equivocadas.

Dunkirk (2017)

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Eu tive a felicidade de ver Dunkirk no cinema. A obra de Christopher Nolan se mostra bastante sensorial e isso se potencializou com a amplitude da tela e a trilha sonora poderosa do longa.

Durkirk é um filme de guerra que tem uma linguagem um tanto diferente de filmes desse gênero. As ações acontecem em três momentos: por terra acompanhamos o drama de soldados encurralados na praia esperando por uma oportunidade de fugir do campo de batalha; no mar acompanhamos o esforço heroico de civis que utilizam as suas embarcações de pesca e lazer para partirem em uma tentativa de resgate, sob a ameaça de submarinos e aviões alemães;  no ar vemos a batalha dos pilotos da Força Aérea Real lutando contra o tempo e um inimigo poderoso para salvar as embarcações dos ataques nazistas.

Nos três núcleos centrais nos sentimos encurralados de alguma maneira. Os efeitos sonoros são poderosíssimos, capaz de nos tirar o fôlego, com uma intensa sensação de claustrofobia. Pra mim já é um “clássico” de guerra dos bons.

O Quarto de Jack (2015)

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Eu 2016 eu tive a oportunidade de ler O Quarto, o livro que deu origem a essa obra. Mesmo achando a leitura interessante e sabendo da adaptação, demorei quase dois anos para enfim, ter coragem de embarcar nessa história novamente. É um assunto bem pesado, uma atmosfera claustrofóbica e uma realidade completamente inumana, que mexe com os nossos sentidos e nossos medos mais primitivos.

O Quarto de Jack conta a história de uma jovem trancafiada há sete anos em um quartinho, abusada constantemente por seu captor, o Velho Nick. Há cinco anos, o pequeno Jack veio ao mundo e para transformar a vida do filho em algo mais lúdico e humano, a protagonista enriquece a sua experiência de vida na clausura tentando criar uma realidade mais leve com histórias, alguns programas de televisão e seus próprios relatos pessoais. O drama em si é muito pesado, mas vale lembrar que a história não se foca no ato de violência, mas no desafio de sobreviver em um espaço minusculo e criar um filho em circunstâncias tão degradantes.

Acho que deu pra perceber que os três filmes mesmo abordando assuntos completamente diferentes traz ao espectador uma sensação de impotência, de estar encurralado em uma situação de perigo e dúvidas. Eu gosto bastante desse tipo de suspense, embora precise estar no espírito pra ver esse tipo de filme e não me sentir mal, afinal, a exposição a angustia mesmo em uma obra de ficção acaba me levando a ansiedade.

Se você gosta desse tipo de suspense acho que vale a pena dar uma chance a esses filmes, e se é do time que simplesmente não consegue ver obras desse tipo, já é um alerta para passar longe sem pensar duas vezes.

Você tem algum filme nesse estilo para indicar? Até mais pessoal!

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2 Comments

  1. Responder

    Lívia Madeira

    4 de setembro de 2018

    eu só nao vi o primeiro, os outros são mesmo ótimas indicações, quem nao viu vale a pena procurar

    http://www.tofucolorido.com.br
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    • Responder

      Dai Castro

      6 de setembro de 2018

      haha que bom que gostou Lívia :)

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